Eis que volto com o desafio de desenho em 30 dias, umas 30 semanas depois.
18 julho, 2012
05 julho, 2012
Homem-Aranha (2002) vs O Espetacular Homem-Aranha (2012)
09 maio, 2012
As Artes #4
Escultura
A quarta arte é volume. Em materiais diversos, esculpe-se diferentes formas e em última instância sentimentos. A figura humana sempre foi a preferida dos escultores, pelo menos é a minha. Uma das mais antigas obras está ligada à fertilidade. Muitos anos depois Marc Quinn brinca com isso na sua polêmica Alison Lapper Pregnant exposta na Trafalgar Square. Há nela também uma referência à Vênus de Milo a intrigante estátua grega.
Os egípcios e suas estátuas de divindades felinas, também encantam até hoje.
Talvez o mais celebre dos escultores modernos, Rodin produziu obras que exalam sensualidade. Uma visita ao seu museu é obrigatória dentre as diversas atrações de Paris.
Cometi a heresia de ir a Florença e não visitar Galleria dell'Accademia e assim não vi o famoso Davi de Michelangelo.
Dentre os clássicos aprecio Bernini, que fazia das suas obras sacras um manifesto, nada mais transgressor que sua Santa Teresa em êxtase quase sexual. Incrível sua capacidade de transformar mármore em carne.
Gosto do trabalho de Antony Gormley com suas esculturas interagindo com o ambiente e a sociedade. E também de Alberto Giacometti com suas figuras humanas singulares, entre o expressionismo e o surrealismo.
Aqui temos como ícone máximo desta arte o barroco Aleijadinho, cujos impressionantes 12 profetas do adro do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas são hoje patrimônio da humanidade, e tem seu contorno natural ameaçado pela mineração.
Há que se destacar também Amilcar de Castro e a leveza que conferia ao aço. E fico com sua poesia;
"escultura
é a descoberta da forma
do silêncio
onde a luz guarda a sombra
e
comove"
A quarta arte é volume. Em materiais diversos, esculpe-se diferentes formas e em última instância sentimentos. A figura humana sempre foi a preferida dos escultores, pelo menos é a minha. Uma das mais antigas obras está ligada à fertilidade. Muitos anos depois Marc Quinn brinca com isso na sua polêmica Alison Lapper Pregnant exposta na Trafalgar Square. Há nela também uma referência à Vênus de Milo a intrigante estátua grega.
Os egípcios e suas estátuas de divindades felinas, também encantam até hoje.
Talvez o mais celebre dos escultores modernos, Rodin produziu obras que exalam sensualidade. Uma visita ao seu museu é obrigatória dentre as diversas atrações de Paris.
Cometi a heresia de ir a Florença e não visitar Galleria dell'Accademia e assim não vi o famoso Davi de Michelangelo.
Dentre os clássicos aprecio Bernini, que fazia das suas obras sacras um manifesto, nada mais transgressor que sua Santa Teresa em êxtase quase sexual. Incrível sua capacidade de transformar mármore em carne.
Gosto do trabalho de Antony Gormley com suas esculturas interagindo com o ambiente e a sociedade. E também de Alberto Giacometti com suas figuras humanas singulares, entre o expressionismo e o surrealismo.
Aqui temos como ícone máximo desta arte o barroco Aleijadinho, cujos impressionantes 12 profetas do adro do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas são hoje patrimônio da humanidade, e tem seu contorno natural ameaçado pela mineração.
Há que se destacar também Amilcar de Castro e a leveza que conferia ao aço. E fico com sua poesia;
"escultura
é a descoberta da forma
do silêncio
onde a luz guarda a sombra
e
comove"
| Fourth plinth da Trafalgar Square, Londres. |
![]() |
| O beijo do Rodin, fotografado por mim. |
![]() |
| O icônico Pensador, no museu Rodin, Paris. |
| Preciso voltar a Florença para vê-lo. |
| Toque Divino ou Carnal? |
| Seria mármore ou carne mesmo? |
| Parte da instalação de Gormley que usou como modelo moradores locais. |
| Sob a lente de Henri Cartier-Bresson, Giacometti. |
22 março, 2012
Pequenas Lembranças #13
Robôs
São fatos isolados que me vêm à memória de maneira distinta.
Era bem petiz, ganhei, acho que do meu tio, um robô de controle remoto, quase da minha estatura e de cintilantes olhos vermelhos. Era o Arthur, da Estrela, quem foi criança na década de 80 se lembra. Tinha por ele um misto de encantamento e medo. Mas, a história que quero contar é outra.
Por volta da mesma época, me lembro de fechar os olhos afundar o rosto na toalha do banheiro e desejar, como quem conjura uma magia: "Que meu pai e minha mãe se transformem em robôs!"
De modo a conferir se minha ordem tinha se realizado, fui até a sala onde meus pais assistiam a TV: "Mãe, deixa eu te contar um segredo." e sussurrei-lhe ao ouvido: "Vocês são meu pai e minha mãe de verdade?". "Sim, claro", me respondeu.
Ainda repeti o ritual umas duas vezes, sem sucesso. E devo ter ido me ocupar de outras coisas.
Minha mãe, de certo, compartilhou a pergunta com meu pai. E devem ter se preocupado com o que estaria eu ouvindo por aí sobre adoção ou coisas do gênero.
A verdadeira motivação da minha pergunta, nunca passaria pela cabeça de adultos por volta dos 30 anos de idade. É bom ficarmos ligados e lembrar como são as crianças quando estivermos na posição de pais.
São fatos isolados que me vêm à memória de maneira distinta.
Era bem petiz, ganhei, acho que do meu tio, um robô de controle remoto, quase da minha estatura e de cintilantes olhos vermelhos. Era o Arthur, da Estrela, quem foi criança na década de 80 se lembra. Tinha por ele um misto de encantamento e medo. Mas, a história que quero contar é outra.
Por volta da mesma época, me lembro de fechar os olhos afundar o rosto na toalha do banheiro e desejar, como quem conjura uma magia: "Que meu pai e minha mãe se transformem em robôs!"
De modo a conferir se minha ordem tinha se realizado, fui até a sala onde meus pais assistiam a TV: "Mãe, deixa eu te contar um segredo." e sussurrei-lhe ao ouvido: "Vocês são meu pai e minha mãe de verdade?". "Sim, claro", me respondeu.
Ainda repeti o ritual umas duas vezes, sem sucesso. E devo ter ido me ocupar de outras coisas.
Minha mãe, de certo, compartilhou a pergunta com meu pai. E devem ter se preocupado com o que estaria eu ouvindo por aí sobre adoção ou coisas do gênero.
A verdadeira motivação da minha pergunta, nunca passaria pela cabeça de adultos por volta dos 30 anos de idade. É bom ficarmos ligados e lembrar como são as crianças quando estivermos na posição de pais.
23 fevereiro, 2012
O Oscar das Premiações
Tem-se falado de filmes superestimados. (Vide 1 e 2)
Mas sabe o que é realmente superestimado? O Oscar.
Levar o prêmio da Academia de melhor filme não é garantia de nada, basta ver a lista de vencedores para constatar.
Vejamos apenas de 2001 para cá.
2001- Gladiador – Uma bobagem do início ao fim.
2002- Uma Mente Brilhante – Um fetiche nerd, que já foi esquecido.
2003- Chicago – Um pretenso musical chatíssimo.
2004- O Retorno do Rei – Longo, entediante, com mil finais e superestimado.
2005- Menina de Ouro – Clint Eastwood salva do fracasso um dramalhão falho.
2006- Crash – Mais um monte de histórias interligadas já ofuscado pelo tempo.
2007- Os Infiltrados – Nem de longe o melhor filme de Scorsese, nem é melhor que o Chinês.
2008- Onde os Fracos Não Têm Vez – Bem, este é realmente bom.
2009- Quem Quer Ser Um Milionário? – Quem quer ser Cidade de Deus, com dancinha no final?
2010- Guerra ao Terror – Um filme pequeno, cuja maior proeza foi ter batido Avatar.
2011- O Discurso do Rei – Formulaico, mal dirigido, futuro clássico de sessão da tarde.
P.S.: As listas de vencedores de melhor roteiro vale muito mais uma conferida.
Mas sabe o que é realmente superestimado? O Oscar.
Levar o prêmio da Academia de melhor filme não é garantia de nada, basta ver a lista de vencedores para constatar.
Vejamos apenas de 2001 para cá.
2001- Gladiador – Uma bobagem do início ao fim.
2002- Uma Mente Brilhante – Um fetiche nerd, que já foi esquecido.
2003- Chicago – Um pretenso musical chatíssimo.
2004- O Retorno do Rei – Longo, entediante, com mil finais e superestimado.
2005- Menina de Ouro – Clint Eastwood salva do fracasso um dramalhão falho.
2006- Crash – Mais um monte de histórias interligadas já ofuscado pelo tempo.
2007- Os Infiltrados – Nem de longe o melhor filme de Scorsese, nem é melhor que o Chinês.
2008- Onde os Fracos Não Têm Vez – Bem, este é realmente bom.
2009- Quem Quer Ser Um Milionário? – Quem quer ser Cidade de Deus, com dancinha no final?
2010- Guerra ao Terror – Um filme pequeno, cuja maior proeza foi ter batido Avatar.
2011- O Discurso do Rei – Formulaico, mal dirigido, futuro clássico de sessão da tarde.
P.S.: As listas de vencedores de melhor roteiro vale muito mais uma conferida.
31 dezembro, 2011
Melhores filmes de 2011
Repetindo o texto do ano passado:
Ao longo do ano vou compilando no C'est la vie uma lista de melhores do filmes vistos. Geralmente são aqueles que ganharam 4 estrelas e meia no pequeno review que faço no Flixster.
Em 2011 foi mais difícil ainda ir ao cinema, acho que tive o recorde negativo. Nem assistir em casa estou conseguindo, este foi o ano dos quadrinhos, não do cinema, definitivamente.
São estes os melhores que vi:
Cabe agora a tarefa de separar e ordenar os cinco filmes de que mais gostei neste ano, para facilitar meu lado, eliminarei aqueles que são oficialmente produções de 2009.
Eis a lista:
Menção honrosa para O Homem do Futuro, único brasileiro novo que vi e que não fez feio. Lembrando que fiquei devendo Trabalhar Cansa, O Palhaço, Ex-Isto, O mineiro e o queijo, O céu sobre os ombros e tantos outros nacionais.
Tinha colocado Senna, do inglês Asif Kapadia em quarto, mas como sua estreia foi em 2010, como geralmente deixo documentários numa categoria a parte e como tinha me esquecido de listar o filme de Xavier Dolan, fiz a alteração.
Além do mais não vi fortes candidatos a favoritos, como Cópia Fiel, Melancolia e A Pele que habito.
Até ano que vem.
Ao longo do ano vou compilando no C'est la vie uma lista de melhores do filmes vistos. Geralmente são aqueles que ganharam 4 estrelas e meia no pequeno review que faço no Flixster.
Em 2011 foi mais difícil ainda ir ao cinema, acho que tive o recorde negativo. Nem assistir em casa estou conseguindo, este foi o ano dos quadrinhos, não do cinema, definitivamente.
São estes os melhores que vi:
- 127 horas
- Amores imaginários
- Chico y Rita
- Drive
- Exit Through The Gift Shop
- Kynodontas
- L'Illusionniste
- Midnight in Paris
- O Discurso do Rei
- O Homem do Futuro
- Room in Rome
- Scott Pilgrim vs. The World
- Senna
- The Tree of Life
- X-Men: First Class
Cabe agora a tarefa de separar e ordenar os cinco filmes de que mais gostei neste ano, para facilitar meu lado, eliminarei aqueles que são oficialmente produções de 2009.
Eis a lista:
-
A Árvore da Vida - Terrence Malick
-
Dente Canino - Giorgos Lanthimos
-
Scott Pilgrim Contra o Mundo - Edgar Wright
-
Amores Imaginários - Xavier Dolan
-
X-Men: Primeira Classe - Matthew Vaughn
Menção honrosa para O Homem do Futuro, único brasileiro novo que vi e que não fez feio. Lembrando que fiquei devendo Trabalhar Cansa, O Palhaço, Ex-Isto, O mineiro e o queijo, O céu sobre os ombros e tantos outros nacionais.
Tinha colocado Senna, do inglês Asif Kapadia em quarto, mas como sua estreia foi em 2010, como geralmente deixo documentários numa categoria a parte e como tinha me esquecido de listar o filme de Xavier Dolan, fiz a alteração.
Além do mais não vi fortes candidatos a favoritos, como Cópia Fiel, Melancolia e A Pele que habito.
Até ano que vem.
30 dezembro, 2011
22 dezembro, 2011
21 dezembro, 2011
16 dezembro, 2011
15 dezembro, 2011
14 dezembro, 2011
30 day drawing challenge
14 novembro, 2011
As Artes #3
Pintura
A terceira arte é cor. Imagens realistas ou abstratas. Deleite para os olhos, desafio para a mente. Desde as cavernas vimos transpondo em imagens sob superfícies nosso cotidianos, nossos devaneios, nossos medos, nossos amores. A Pintura talvez seja a mais clássica das Belas Artes, a mais reconhecível como tal. Da perfeição fotográfica dos renascentistas ao abstratismo dos modernistas, quadros dos mais diversos nos emocionam, como só a Arte o faz.
Como não parar diante da cultuada Gioconda de DaVinci?
Como não se embasbacar frente a grandiosidade trágica da Guernica de Picasso?
Quando um girassol foi mais intenso que em Van Gogh?
Pode uma paisagem ser tão melancólica como as de Turner?
Como não se orgulhar com uma ponta de vergonha social ao ver um quadro de Portinari?
Sim, o mundo é melhor por causa de Gaugin, Caravaggio, Rembrandt, Tarsila, Carybé, Rothko, Kandinsky, Klimt, Dalí, Miró, Munch, Renoir, Monet, Khalo, Pollock, Chagall etc.
A terceira arte é cor. Imagens realistas ou abstratas. Deleite para os olhos, desafio para a mente. Desde as cavernas vimos transpondo em imagens sob superfícies nosso cotidianos, nossos devaneios, nossos medos, nossos amores. A Pintura talvez seja a mais clássica das Belas Artes, a mais reconhecível como tal. Da perfeição fotográfica dos renascentistas ao abstratismo dos modernistas, quadros dos mais diversos nos emocionam, como só a Arte o faz.
Como não parar diante da cultuada Gioconda de DaVinci?
Como não se embasbacar frente a grandiosidade trágica da Guernica de Picasso?
Quando um girassol foi mais intenso que em Van Gogh?
Pode uma paisagem ser tão melancólica como as de Turner?
Como não se orgulhar com uma ponta de vergonha social ao ver um quadro de Portinari?
Sim, o mundo é melhor por causa de Gaugin, Caravaggio, Rembrandt, Tarsila, Carybé, Rothko, Kandinsky, Klimt, Dalí, Miró, Munch, Renoir, Monet, Khalo, Pollock, Chagall etc.
19 setembro, 2011
Promessa a ela
Disseram a ela que podia ser deus. Não acreditou. Não acreditando teve certeza. Como poderia ser um deus sem fé? Todavia aquilo ficou na sua cabeça de criança serelepe. Veio a adolescência, e as preocupações mundanas e os mergulhos depressivos no seu próprio ser a afastaram da promessa infantil. Foi uma adolescente normal nas suas esquisitices. Não quis do mundo mais do que o mundo lhe oferecia. Na juventude foi questionadora, o lugar-comum a desinteressava sobremaneira. Mudava. Era alguém novo, era alguém de novo. Cansada de mudar ou de apenas tentar, parou e pensou, Bem que eu podia ser deus. Numa fração de segundo lembrou do que lhe haviam dito na infância, e de que tinha se esquecido havia muito. Mas quem mo disse? A lembrança era vaga, obscura, ou melhor ofuscada por uma luz diáfana. Foi quando se descobriu grávida e por quarenta semanas gerou um ser, o pariu e o alimentou. Sentiu-se então deus, pois criara vida. E foi intensa, e feliz, na maior parte do tempo. Muitos anos depois, já bem idosa, disse a sua neta, criança serelepe; você pode ser deus. Daí se lembrou.
escrito em dois tempos.
Leonardo OCunha
escrito em dois tempos.
29 junho, 2011
As Artes #2
Dança
A segunda arte é a arte do movimento. Dança é coreografia, é ritmo e emoção. Está sim fortemente ligada à música, mas independe dela. É também primitiva, e evolui ao longo das eras. É muito humana pois tem como matéria prima o corpo humano.
Um solo já clássico como "A morte do Cisne" emociona toda vez. Compartilho a perfomance de Natalia Makarova para a música de Camille Saint-Saëns. O ballet foi criado pelo coreógrafo Mikhail Fokine, a pedido da bailarina, Anna Pavlova.
Digno de louvor é o trabalho do Grupo Corpo, destaco trecho do espetáculo Onqotô, com música de José Miguel Wisnik sob o soneto de Gregório de Matos, a coreografia é de Rodrigo Pederneiras. Muita Arte.
A segunda arte é a arte do movimento. Dança é coreografia, é ritmo e emoção. Está sim fortemente ligada à música, mas independe dela. É também primitiva, e evolui ao longo das eras. É muito humana pois tem como matéria prima o corpo humano.
Um solo já clássico como "A morte do Cisne" emociona toda vez. Compartilho a perfomance de Natalia Makarova para a música de Camille Saint-Saëns. O ballet foi criado pelo coreógrafo Mikhail Fokine, a pedido da bailarina, Anna Pavlova.
Digno de louvor é o trabalho do Grupo Corpo, destaco trecho do espetáculo Onqotô, com música de José Miguel Wisnik sob o soneto de Gregório de Matos, a coreografia é de Rodrigo Pederneiras. Muita Arte.
28 maio, 2011
Canções
Não sou o conhecedor de música, não entendo de harmonia, ritmo, métrica, a não ser o básico. Não pretendo fazer uma lista de melhores, nem de mais relevantes. Listei apenas aquelas canções que sempre que ouço me emocionam (qualquer tipo de emoção), que escutei muito por um tempo, que frequentemente tenho vontade de ouvir, em fim que fazem parte da minha vida.
- A tonga da mironga do kabuletê
- Acabou Chorare
- Ahiê
- Alegria, alegria
- All sold out
- Asa Branca
- Basket Case
- Carolina
- Caxambu
- Chan Chan
- Chico Mineiro
- Computadores fazem arte
- Dia Branco
- Didn't I (Blow Your Mind This Time)
- Elephant Gun
- Eu quero ver o oco
- Felicidade
- F*** me pumps
- God only knows
- Grão de amor
- Great balls of fire
- Guantanamera
- Have you ever seen the rain?
- Heroin
- Hey Jude
- Hey Ya!
- Hino Nacional Brasileiro
- I just don't know what to do with myself
- I wanna be sedated
- Iron Man
- Jane Says
- João e Maria
- Karma Police
- Killing in the name
- La Bamba
- La Belle de Jour
- Last Nite
- Light My Fire
- Love of my Life
- Love Will Tear Us Apart
- Luna Lunera
- Mandando Bronca
- Mantenha o Respeito
- Maracatu Atômico
- Message in a Bottle
- Metade
- Minha Galera
- Mrs Robinson
- My Generation
- Não quero dinheiro
- Ne me quitte pas
- Nem Vem Que Não Tem
- Non, Je Ne Regrette Rien
- 99 Luftballons
- O Pinto de peitos
- Pacato Cidadão
- Paisagem da Janela
- Panis et Circenses
- Para ver as meninas
- Pra não dizer que não falei das flores
- Redemption Song
- Romaria
- Roots Bloody Roots
- Rosa
- Sabotage
- Si pudiera
- Smells Like Teen Spirit
- Só por hoje
- Sóbrio e só
- Spanish Bombs
- Telegrama
- The Love I'm searching for
- Tired of Sex
- Último Romance
- Um a um
- Velouria
- Volver a los 17
25 maio, 2011
As Artes #1
Falarei um pouco de Arte, me pautarei pelas seis artes clássicas e as três que se juntaram a elas. Começo então:
Música
Som. A mais intangível das Artes, possivelmente a mais subjetiva. É a que toca mais facilmente à alma. A música também é a mais democrática, todos ouvimos a música desde o feto, e "entendemos". Há para todos os gostos (e maus gostos). Existe, dizem, desde antes de existir a palavra. A música é usada ainda como apoio e artifício por outras artes.
Como não se emocionar com Ode à Alegria? Como não se empolgar com Blitzkrieg Bop? Tão diferentes entre si e sempre música, arte.
Update: Confiram a lista de canções que postei no outro post.
Música
Som. A mais intangível das Artes, possivelmente a mais subjetiva. É a que toca mais facilmente à alma. A música também é a mais democrática, todos ouvimos a música desde o feto, e "entendemos". Há para todos os gostos (e maus gostos). Existe, dizem, desde antes de existir a palavra. A música é usada ainda como apoio e artifício por outras artes.
Como não se emocionar com Ode à Alegria? Como não se empolgar com Blitzkrieg Bop? Tão diferentes entre si e sempre música, arte.
Update: Confiram a lista de canções que postei no outro post.
26 abril, 2011
Poder da Arte
28 março, 2011
Pequenas Lembranças #12
Merenda
Não sou muito ligado em comida, não consigo lembrar o que eu costumava levar de lanche para o colégio, a não ser numa época em que levava tão somente um Yakult, e a brincadeira era tomá-lo todo em menos tempo possível.
Antes disso tinha uma merendeira dos Trapalhões, com uma garrafinha dentro. Certa vez, não consegui abri-lá e pedi à professora, que fazendo toda força, me perguntou quem havia fechado, a que respondi, a empregada, e ela retrocou, sua empregada é o Hulk?
Lembro-me, também, de dois episódios relacionados a merenda. Uma manhã chega à porta da minha sala uma prima minha distante, que me procurando, me entrega uma nota de, sei lá, 5 mil cruzeiros...
Não entendi bem aquilo, ela não disse nada que lembre, e nem eu perguntei. Guardei o dinheiro.
Ora, eu tinha esquecido a merendeira em casa. Minha mãe preocupada, entrou em contato com sua prima e pediu que sua filha me desse um dinheiro para que eu comprasse o lanche.
Voltei para casa com o dinheiro intato.
Outra vez, levei de casa um dinheiro para comprar a merenda na cantina, deve ter sido a primeira vez. Enfrentei a fila, pedi um misto e uma Fanta. Voltei para onde comíamos, donde atinei que não tinha pegado o troco. Voltei para a loucura de um fila de crianças agitadas e reivindiquei com o atendente; Comprei um misto e uma Fanta e não ganhei meu troco. Ele disse que não havia troco. Relutei, mas aceitei. Acho que pensava que toda transição financeira envolvia pagamento, recebimento do produto e do troco.
Acabei praticamente sem recreio.
Não sou muito ligado em comida, não consigo lembrar o que eu costumava levar de lanche para o colégio, a não ser numa época em que levava tão somente um Yakult, e a brincadeira era tomá-lo todo em menos tempo possível.
Antes disso tinha uma merendeira dos Trapalhões, com uma garrafinha dentro. Certa vez, não consegui abri-lá e pedi à professora, que fazendo toda força, me perguntou quem havia fechado, a que respondi, a empregada, e ela retrocou, sua empregada é o Hulk?
Lembro-me, também, de dois episódios relacionados a merenda. Uma manhã chega à porta da minha sala uma prima minha distante, que me procurando, me entrega uma nota de, sei lá, 5 mil cruzeiros...
Não entendi bem aquilo, ela não disse nada que lembre, e nem eu perguntei. Guardei o dinheiro.
Ora, eu tinha esquecido a merendeira em casa. Minha mãe preocupada, entrou em contato com sua prima e pediu que sua filha me desse um dinheiro para que eu comprasse o lanche.
Voltei para casa com o dinheiro intato.
Outra vez, levei de casa um dinheiro para comprar a merenda na cantina, deve ter sido a primeira vez. Enfrentei a fila, pedi um misto e uma Fanta. Voltei para onde comíamos, donde atinei que não tinha pegado o troco. Voltei para a loucura de um fila de crianças agitadas e reivindiquei com o atendente; Comprei um misto e uma Fanta e não ganhei meu troco. Ele disse que não havia troco. Relutei, mas aceitei. Acho que pensava que toda transição financeira envolvia pagamento, recebimento do produto e do troco.
Acabei praticamente sem recreio.
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